HISTÓRIAS

Seguindo o conselho da mãe, o marido levou a esposa, exausta pela doença, para um lugar remoto e abandonado… E um ano depois voltou — pelos bens dela.

Quando Valentina se casou com Artyom, tinha apenas vinte e dois anos. Jovem, cheia de luz, olhos grandes, e o sonho de uma casa com cheiro de tortas recém-assadas, risos de crianças e calor humano.

Ela acreditava ser esse o seu destino. Ele era mais velho, reservado, calado — mas em seu silêncio, ela sentia apoio.

Ou pelo menos achava que sentia.

Desde o início, sua sogra a recebeu com desconfiança. Seu olhar dizia: “Você não é boa o bastante para o meu filho.”

Valya se esforçava: limpava, cozinhava, tentava se adaptar. Mas nada era suficiente.

O borscht era aguado, a roupa estendida de forma errada, ou ela olhava o marido com amor demais — e isso incomodava.

Artyom nunca dizia nada. Cresceu em uma casa onde a palavra da mãe era lei. Não a contrariava, e Valya suportava.

Mesmo quando começou a perder forças, o apetite, e mal conseguia sair da cama — culpava o cansaço. Nunca imaginou que um mal incurável crescia dentro dela.

O diagnóstico foi devastador: estágio avançado, inoperável. Os médicos apenas balançaram a cabeça.

Naquela noite, ela chorou sozinha no travesseiro. Pela manhã, sorriu, passou roupas, fez sopa, ouviu as reclamações da sogra.

E Artyom foi se afastando. Seus olhos já não a procuravam, sua voz se tornara fria.

Até que um dia, sua sogra disse em voz baixa:

— Você ainda é jovem. Tem a vida toda pela frente. E ela… ela é um peso. Leve-a para a aldeia da tia Dunja. Lá é tranquilo, ninguém vai julgar.

Ele não respondeu. Mas no dia seguinte, arrumou as malas de Valya e a levou para um lugar isolado.

Durante o caminho, ela permaneceu em silêncio. Não fez perguntas. Não chorou. Ela sabia: não era a doença que a estava matando. Era a traição.

— Aqui será tranquilo — disse ele ao deixá-la. — Você vai se sentir melhor.

— Você vai voltar? — ela sussurrou.

Sem responder, ele foi embora.

Por semanas, ela ficou deitada. Depois, meses. Até que um jovem socorrista começou a visitá-la, cuidar dos remédios, aplicar soro. Valya não pediu ajuda. Mas já não queria morrer.

O milagre aconteceu: ela se levantou. Saiu para a varanda. Visitou o armazém. Os vizinhos se admiravam.

Um ano depois, Artyom voltou — com documentos nas mãos, pronto para reivindicar seus bens.

Mas encontrou Valentina viva, corada, com olhos firmes.

— Você… está viva?

— Esperava outra coisa?

— Pensei que você…

— Estivesse morta? Quase. Mas foi isso que você quis, não foi?

Ela o encarou:

— Você me abandonou não porque não podia ficar. Mas porque não quis.

— A mamãe…

— Sua mãe não vai te salvar, Artyom. Nem diante de Deus, nem diante de você mesmo.

Pegue seus papéis. Você não vai herdar nada. Deixei tudo para quem salvou minha vida.

Você me enterrou viva.

E ele partiu em silêncio.

Valya reconstruiu sua vida. Descobriu que havia herdado um apartamento e uma fortuna de um pai ausente. Mas também uma maldição: perseguições, ameaças, chantagens.

Descobriu que Ilya — o socorrista que a salvara — fazia parte de um plano. Mas também descobriu que ele a amava de verdade.

Quando tudo parecia perdido, ela denunciou os criminosos, entregou as provas à imprensa. Tornou-se símbolo de resistência.

Ilya voltou.

— Não tenho desculpas. Mas agora, você é meu motivo. Se me permitir, ficarei. Para sempre.

— Com uma condição: sem mentiras. Nunca mais.

Meses depois, ela estava grávida.

E quando a filha nasceu — Liza — Valentina soube que sua vida recomeçava. Cheia de luz, cheia de esperança.

Ela aprendeu que, para encontrar o paraíso, às vezes é preciso atravessar o inferno.

E ela atravessou.

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