HISTÓRIAS

A socialite humilhou a empregada grávida na frente de todos.

— mas o que o marido revelou segundos depois fez o mundo dela desabar…

O salão principal da mansão em Fortaleza brilhava como um espelho de mármore.
Convidados elegantes conversavam, taças tilintavam, e o som do piano preenchia o ar com uma harmonia que escondia falsidades.

No topo da escada, Marina Vasconcelos, herdeira de uma das famílias mais influentes do Ceará, descia com um vestido preto justo, o olhar altivo e um sorriso ensaiado.
Tudo nela exalava poder — até o som metálico de uma bandeja caindo interromper a festa.

Lá embaixo, ajoelhada no chão, estava Rita, a empregada.
A bandeja de prata havia virado, e o suco escorria pelo mármore branco.
Com uma das mãos, ela protegia a barriga já arredondada, tentando se levantar.

O salão inteiro silenciou.

Você está louca?! — gritou Marina, descendo os degraus como uma tempestade. — Sujou o chão da minha casa e ainda aparece assim, com essa barriga? Que vergonha!

Os convidados se entreolharam, constrangidos.
Mas Marina continuou, impiedosa:

Quer piedade, é isso? Acha que alguém aqui vai ter pena de uma empregadinha que nem sabe quem é o pai da criança?

Rita, com os olhos marejados, apenas abaixou a cabeça.
Antes que pudesse responder, Eduardo, o marido de Marina, surgiu no corredor.
O rosto dele estava tenso, e a voz soou firme:

Marina, pare com isso agora.
Vai defendê-la também? — ela retrucou com sarcasmo. — Desde quando você se importa com as domésticas?

Eduardo desviou o olhar — rápido, mas suficiente para que todos percebessem.
E naquele instante, o coração de Marina parou.

Ela seguiu o olhar do marido.
Depois, olhou para Rita…
Para a mão trêmula da moça sobre a barriga.

O silêncio foi cortante.
Os convidados ficaram imóveis, como se o ar tivesse se tornado de vidro.
Marina deu um passo à frente, o salto ecoando no chão frio.

Eduardo… o que isso significa? — perguntou, com a voz falhando.

Ele respirou fundo, sem conseguir mais esconder.

Significa que a criança que ela carrega é minha.

Um murmúrio percorreu o salão.
As taças tremiam nas mãos dos convidados.
Marina cambaleou, segurando-se no corrimão da escada, o rosto perdendo toda a cor.

Você… você me traiu com ela?! Dentro da minha casa?! — gritou, tomada de fúria e incredulidade.

Eduardo tentou se aproximar.
Eu nunca quis que fosse assim. Foi um erro… mas ela não merece seu ódio.

Rita, chorando em silêncio, tentou se afastar, mas Marina avançou um passo.
Os seguranças intervieram, e o ambiente se transformou num caos contido.

Minutos depois, a socialite subiu novamente as escadas, o olhar vazio, a alma partida.
Eduardo deixou o salão sem olhar para trás, e Rita foi amparada por uma das convidadas que, em meio ao constrangimento geral, murmurou:
Coragem, menina. Agora o mundo vai conhecer quem realmente é quem.

Naquela noite, as luzes da mansão se apagaram antes da hora.
E pela primeira vez, Marina Vasconcelos percebeu que o luxo que a cercava não podia esconder o abismo que ela mesma havia cavado.

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