Pesquisadores revelam que aplicar esmalte nas unhas pode causar…

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Publicado em 30 de abril de 2026
Publicado em 28 de abril de 2026
O risco escondido no esmalte que você usa todos os dias.
As unhas não servem apenas para embelezar as mãos. Elas são estruturas de proteção importantes, ajudando a preservar a integridade dos dedos e funcionando como uma barreira contra sujeiras, impactos e micro-organismos.
Quando estão saudáveis, contribuem diretamente para o bom funcionamento do organismo.
Por outro lado, quando enfraquecidas ou danificadas, podem se tornar uma porta de entrada para problemas maiores.
E é justamente aí que entra um hábito extremamente comum: o uso frequente de esmaltes — muitas vezes feito sem qualquer tipo de questionamento.
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O uso frequente de esmalte e seus efeitos silenciosos
Você pode estar aplicando esmalte nas unhas regularmente sem perceber o impacto acumulativo disso ao longo do tempo.
Embora pareça um produto inofensivo, o uso contínuo — especialmente sem pausas — pode expor o organismo a substâncias químicas de forma silenciosa.
Diferente do que muitos imaginam, essa exposição não acontece apenas pelo contato direto, mas também pela inalação dos vapores liberados durante a aplicação.
O cheiro forte característico do esmalte não é apenas incômodo: ele indica a presença de compostos voláteis sendo liberados no ambiente.
Além disso, manter o esmalte por dias ou até semanas nas unhas transforma uma exposição pontual em algo contínuo — e isso faz toda a diferença quando falamos em saúde.
Substâncias químicas e riscos à saúde
Alguns esmaltes podem conter compostos como formaldeído, tolueno e ftalatos.
Apesar de pouco conhecidos pelo público, esses ingredientes já foram associados a efeitos como irritações, alergias, dores de cabeça, tontura e até possíveis interferências hormonais em casos de exposição frequente.
Outro ponto importante é que as unhas não são totalmente impermeáveis.
Quando estão frágeis, descamando ou ressecadas, podem permitir maior absorção dessas substâncias, ampliando ainda mais o impacto no organismo.
O uso contínuo também pode levar ao desgaste das camadas superficiais, causando ressecamento, perda de resistência, quebra fácil e maior vulnerabilidade a fungos e bactérias.
O alerta da anvisa e as mudanças no setor
A preocupação com esses riscos tem levado a mudanças importantes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu recentemente o uso de substâncias como TPO e DMPT em esmaltes e produtos para unhas.
Essa decisão segue padrões adotados pela União Europeia e se baseia em estudos que indicaram possíveis impactos à saúde em testes com animais, como alterações na fertilidade e risco potencial de câncer.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que, apesar de não haver confirmação direta desses efeitos em humanos, a precaução é necessária — especialmente em casos de exposição prolongada, como acontece com profissionais da área da beleza.
Unhas em gel: cuidados e possíveis complicações
As unhas em gel também exigem atenção. Embora sejam vistas como uma alternativa mais durável, envolvem o uso de resinas que precisam ser endurecidas com luz ultravioleta (UV).
Esses materiais podem desencadear reações alérgicas, que variam de leves a intensas, além de estarem associados a problemas como fragilidade, deformações e infecções, principalmente quando a aplicação ou remoção não é feita corretamente.
Mesmo quando realizadas por profissionais, essas técnicas exigem cuidados rigorosos para minimizar riscos.
Sinais de que suas unhas precisam de atenção
Muitas vezes, o corpo dá sinais de que algo não vai bem — e as unhas podem ser um dos primeiros indicadores.
Alterações como vermelhidão, descamação, manchas, sensibilidade, enfraquecimento ou mudanças na textura devem ser observadas com atenção.
Infecções fúngicas e bacterianas também podem surgir quando há danos na estrutura ou nos tecidos ao redor, especialmente quando as cutículas são removidas com frequência.
Hábitos que ajudam a preservar a saúde das unhas
Manter unhas saudáveis não depende apenas de estética, mas de uma rotina de cuidados consistentes. Algumas práticas fazem toda a diferença:
- Dar intervalos entre o uso de esmaltes;
- Optar por produtos de qualidade e regularizados;
- Evitar exposição em ambientes fechados durante a aplicação;
- Hidratar regularmente unhas e cutículas;
- Preservar as cutículas, evitando sua remoção excessiva.
Além disso, a alimentação tem papel fundamental. Nutrientes como vitaminas C e E, biotina e zinco contribuem para o fortalecimento da estrutura das unhas.
Equilíbrio: o segredo para unhas bonitas e saudáveis
No fim das contas, o problema não está no uso do esmalte em si, mas na forma como ele é utilizado.
O excesso, a falta de pausas e a ausência de informação são os principais fatores de risco.
Mais do que abandonar esse hábito, o ideal é adotá-lo com consciência.
Pequenas mudanças na rotina podem reduzir significativamente a exposição a substâncias potencialmente prejudiciais.
Muitas vezes, os maiores riscos não estão no que parece perigoso, mas naquilo que fazemos todos os dias sem questionar.
E quando você começa a observar esses detalhes, passa a fazer escolhas melhores — o que, no longo prazo, pode fazer toda a diferença para a sua saúde.
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